sexta-feira, 9 de outubro de 2009

POR DE SOL DE SEABRA

(por do sol de seabra em um fim de tarde de março de 2008)
"saudado por ares da velha seabra"


Fazendeiro Juvená


Joaquim amava
ZenildaAfilha do corone
Desde os tempos de miudo
Quando a mossinha passava
Ele tirava o chapeu
O pior que a mocinha
Gostava dele também
Não podia demonstrar
E assim vivia os dois
Um ao outro querer bem
Joaquim já tava crescido
E pediu a um amigo amigo
Dizer pra os dois se enencontrar
A moça ficou alegre
Botou um vestido berje
Com uns detalhes grená
E foi o primeiro beijo
Encoberto de desejo
Os dois ficaram a voar
Quando uma mula riscou
Um grito ele escutou
Do fazendeiro juvená
Joaquim apanhou tanto
Que desparou-se a chorar
A fia do fazendeiro
Dentro de uma semana
Enbarcou pra capitá
Joaquim apaixonado
Em menos de més morreu
Maldito do fazendeiro
Num acidente de carro
A sua fia perdeu.






(Extraido do livro "Nas Mãos do Povo" do Poeta Ioia Brandão)

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