Meu grande amor partiu
Deixando em mim uma saudade
E me feriu deixando assim
Dentro do peito ansiedade
Por que você feriu
O meu pobre coração
Deixando em minha boca
Um gosto de desilusão
Como não sei tocar
Nem cavaquinho nem violão
Vou acabar num bar
Com uma caixa de fósforos na mão
************************
Deixando em mim uma saudade
E me feriu deixando assim
Dentro do peito ansiedade
Por que você feriu
O meu pobre coração
Deixando em minha boca
Um gosto de desilusão
Como não sei tocar
Nem cavaquinho nem violão
Vou acabar num bar
Com uma caixa de fósforos na mão
************************
Nos tempos que o cão era menino
O Gurgel era o carro do ano
Mulher passava ano resguardando
Quando tinha uma menina muiê
E pediam ao Jesus de Nazaré
E soltava os foguetes Adrianos
Me escute o que estou falando
Nosso povo já esta perdendo a fé
E ate no Jesus de Nazaré
Muita gente não esta acreditando
Tubaina era a rainha do boteco
Bala doce se chamava canarinho
A jaqueta importada cavalinho
Instrumento de menino reco reco
Tempo que nome bonito era Maneco
As meninas usavam roupas de chita
No sertão não tinha roupas mas bonitas
Neste tempo não se via vaidade
As mulheres usavam brilhantina
E a vida era só felicidade
*******************
Tuas pernas são fontes
Que me fazem sentir sede
Teus púbis é o horizonte
Que me deixa perdido
Teus seios os rios
Que eu quero mergulhar
Tua boca o céu
Tua voz o luar.
*******************
Saudades de saudar
Soldade do doce mar
Beijar a boca do dia
No dia de yemanjar
Sentindo o gosto de vida
Que surge a avisar
**************
Canção do Desespero – 64
Oh minha eterna amada
Não me abandone
Não me deixe só
Quando o sol dispersar-se do céu
irei amar-te
Até que tudo se acabe
Não, não se distancie,
Nunca me diga adeus
Pois preciso de ti
Quero sentir o teu cheiro
Beija-la qual o arco-íres na água
À noite meu amor
Podes beijar-me ao colo
Vou perfumar teu cabelo
Eu gosto tanto de tê-la
A beijarei novamente
Te darei uma estrela
*****************
Quero beijar a tua boca
Néctar o teu sabor
Afagarei os teus seios
Sentindo assim teu calor
Penetrarei em seu corpo
E quando eu estiver morto
Que nunca me deixe só.
********************
Iemanjá – 71
Corredor e vielinhas
Cachaça de tardezinha
Paisagem de uma cidade
Que se tornou um tanto minha
Os solos de uma guitarra
As águas para mergulhar
E a saudade da negrinha
Que um dia vai voltar
Ai que sotaque gostoso
Vindo das águas do mar
Que nem o por do sol
Irá me dizer
Segredos de Iemanjá
Tão belos como morrer!
********************
Meu coração escurece – 72
O sol esconde-se na ponta da serra
Meu coração escurece
Eu queria despertá-la
Mas ela está distante
Queria ter um sorriso
Suave, sadio e branco.
Mas quem tem isso, só ela.
Só ela que me encanta.
A primavera fugiu
Outono engravidou-se
Inverno faz canção
Verão apaixonou-se
Eu queria apenas vê-te
Em mês de Maio
Mostrar-la a beleza
Sentir o cheiro do orvalho.
********************
Relembrar – 74
(Para papai que brinca nas águas escuras do Capão)
Os grilos fazem canções
Pássaros querendo encantar
A água me acalenta
Parece me afogar
O vento me traz lembranças
Surgem-me esperanças
A vontade de sorrir
Quem eu sou?
Um pássaro sem ninho
Descobrindo o amor
Perdendo-me no natural
Descobrindo que a vida
E pra viver e sonhar
Sem muita besteira
Pra se preocupar!
*************************
... ... espero você
nas noites frias de inverno
pra te contar os meus segredos
dos dias que eu não te encontrei
quero fazer seu alimento
compartilhar as minhas dores
e te falar das minhas duvidas
tocando os cachos do teu cabelo
olhar a lua na janela
ver o cruzeiro do sul
e perceber que a vida é bela
além dos sonhos um desaguar... ...
(para lua depois de ler seu recado no orkut)
Quintana em meu quintal
Falou dos sonhos de vida
Colheu cravos margaridas
Numa cantiga de paz
**********************************
Quintana em meu quintal
Chupou laranjas maduras
Ouvindo o pintássilgo
Em seu canto sem igual
Quintana em meu quintal
Voou como passarinho
E hoje nem um mortal
Atravanca seu caminho
***********************************
Quero cantar a canção dos pássaros
A canção dos rios
...das coisas bonitas daqui do sertão
Quero sonhar como sonhavam os anjos
Que busca a pureza dos dias de paz
Quero viver e ter liberdade
Na minha cazinha
Onde a tardezinha
Ouço o som dos pássaros
Quero correr nos campos de flores
Buscando amores
Que nunca vivi
Quero voar e ter liberdade
Pois nesta cidade não existe paz
Quero viver como os animais
******************************
O povo pobre constrói o Brasil
Com as mãos calejadas
Da foice e da enxada
Vão derramando suor
O povo pobre
Com o rosto queimado do sol
Ganha um trocado humilhado
Pra comprarem a feira do mês
E vivem menosprezados
São esquecidos pelas leis
O povo brasileiro
Tem sangue de negro e índio
E por muitos anos
Foram humilhadosNeste pais desgovernado
Recanto de noite
Desaguar em vento
Gatos no telhado
Luar no escuro
Eu sigo cantando
Nos braços da noite
Na boca da noite
No encanto da noite
O dia amanhece
********************************
10/09/2008
Sinta o vento
Que sopra os nossos corpos
Olhe o mar na imensidão
O sol ira se render à lua
Mas não é preciso chorar
Apenas sinta o vento
Que traz um gosto de mar
Meu amor...
A canção tocou em meu ser
O tempo é ma criança
Que se perde na infância
E se faz amanhecer
Sinta em teu corpo
Um gosto de mar
A lua que surge
Faz fluir o ar
***************************
Quando você voltar
Talvez eu já esteja idoso
E a minha boca
Não tenha força pra te beijar
Ou as dentaduras
Sejam as únicas companheiras
E pobre de mim
Vil poeta sem divindade
Sem amores na mocidade
Pobre esquecido humilhado
Sem glorias sem amigos
Perdido nas palavras de um submundo
Morrendo esquecido
Em um quarto frio
Já disse adeus a boemia
De tempos atuais
Quando você voltar
Só em te olhar valeu a pena viver
Pois me encontro em você
********************************
Menino correndo
No campo em flores
Um ar perfumado
de puro olhar
Mamãe procurando
Menino levado
Gemina no solo
O fruto esperado
E do amarelo
Surgiu uma fada
Menino brincando
Mamãe tão calada!
Menino mistura
Azul amarelo
E faz um desenho
Tão puro singelo...
E um arco-íris
No céu vai surgindo
E na gota d’água
Menino fugindo
Seu Zé e seu Zuca
Fizeram um barquinho
E vão navegando
No lago sozinho
Um pato um marreco
E um jacaré
Empurraram o barquinho
De Zuca e de Zé
Corre a meninada
Pra ninguém os vê
Em uma calcada
Vão se esconder
Menino cansado
Pra casa voltou
Canção de ninar
Menino escutou
Menino dormiu
Num berço tranqüilo
E papai chorou
Quando viu aquilo
E pediu a deus
Pra iluminar
Aquele menino
De puro olhar
E o anjo da guarda
Guiou o menino
E uma canção
No seu foi surgindo
(ás crianças)
*********************************
Envelheço na praça
Em meio às casas antigas e modernas
O tempo nunca envelhece
Apesar de parecer antigo
Mulheres com necessidade de nudez
Mostram seus corpos
Mas que me atrai em mulheres é a alma
Um vento me beija o corpo
Em sua necessidade de falar
Siga poeta vil
Siga nas trilhas das palavras
Siga o caminho da lua
Que te leva serena e vil
Siga nas trilhas das palavras
Siga o caminho da lua
Que te leva serena e suave
Envelheço na praça
Meu desejo de consumo é amar
Amar sem interesse
Amar sem desejo
Amar apenas
Sentindo palavras
Que voam
No olhar de um bem
Um bem eterno
Que se perde no gosto do mar
*******************************
Suavemente...
Como a folha cai de uma arvore
Como a onda que vai e que vem
E a lua reflexa no mar
Suavemente
Como o baile da ave que voa
Como a nuvem em seu movimento
Que nos traz desenhos em cada momento
Suavemente
Sinto o calor do teu corpo no meu
Nossas bocas se beijam
Com um gosto de adeus
E deus nos abriga
No calor dos seus braços
Suavemente
Uma lagrima cai
Se tornando alegria
E nas cores do manto
Da virgem Maria
Sou rendeira de vida
Nos campos da paz
***********************************
Quando você voltar
Talvez eu já esteja idoso
E a minha boca
Não tenha força pra te beijar
Ou as dentaduras
Sejam as únicas companheiras
E pobre de mim
Vil poeta sem divindade
Sem amores na mocidade
Pobre esquecido humilhado
Sem glorias sem amigos
Perdido nas palavras de um submundo
Morrendo esquecido
Em um quarto frio
Já disse adeus a boemia
De tempos atuais
Quando você voltar
Só em te olhar valeu a pena viver
Pois me encontro em você
********************************
Menino correndo
No campo em flores
Um ar perfumado
de puro olhar
Mamãe procurando
Menino levado
Gemina no solo
O fruto esperado
E do amarelo
Surgiu uma fada
Menino brincando
Mamãe tão calada!
Menino mistura
Azul amarelo
E faz um desenho
Tão puro singelo...
E um arco-íris
No céu vai surgindo
E na gota d’água
Menino fugindo
Seu Zé e seu Zuca
Fizeram um barquinho
E vão navegando
No lago sozinho
Um pato um marreco
E um jacaré
Empurraram o barquinho
De Zuca e de Zé
Corre a meninada
Pra ninguém os vê
Em uma calcada
Vão se esconder
Menino cansado
Pra casa voltou
Canção de ninar
Menino escutou
Menino dormiu
Num berço tranqüilo
E papai chorou
Quando viu aquilo
E pediu a deus
Pra iluminar
Aquele menino
De puro olhar
E o anjo da guarda
Guiou o menino
E uma canção
No seu foi surgindo
(ás crianças)
*********************************
Envelheço na praça
Em meio às casas antigas e modernas
O tempo nunca envelhece
Apesar de parecer antigo
Mulheres com necessidade de nudez
Mostram seus corpos
Mas que me atrai em mulheres é a alma
Um vento me beija o corpo
Em sua necessidade de falar
Siga poeta vil
Siga nas trilhas das palavras
Siga o caminho da lua
Que te leva serena e vil
Siga nas trilhas das palavras
Siga o caminho da lua
Que te leva serena e suave
Envelheço na praça
Meu desejo de consumo é amar
Amar sem interesse
Amar sem desejo
Amar apenas
Sentindo palavras
Que voam
No olhar de um bem
Um bem eterno
Que se perde no gosto do mar
*******************************
Suavemente...
Como a folha cai de uma arvore
Como a onda que vai e que vem
E a lua reflexa no mar
Suavemente
Como o baile da ave que voa
Como a nuvem em seu movimento
Que nos traz desenhos em cada momento
Suavemente
Sinto o calor do teu corpo no meu
Nossas bocas se beijam
Com um gosto de adeus
E deus nos abriga
No calor dos seus braços
Suavemente
Uma lagrima cai
Se tornando alegria
E nas cores do manto
Da virgem Maria
Sou rendeira de vida
Nos campos da paz
***********************************
Repouso
Nos cachos dos teus cabelos
Nas dobras das tuas orelhas
Nos traços do teu rosto
Na cor opaca dos teus olhos
No teu bocejo de preguiça
Na cede de tua boca
Na maciez das tuas pernas
No passo oculto dos teus pés
Em teu instante de vida
Quando pensavas não mas suportar
*************************************
Nos cachos dos teus cabelos
Nas dobras das tuas orelhas
Nos traços do teu rosto
Na cor opaca dos teus olhos
No teu bocejo de preguiça
Na cede de tua boca
Na maciez das tuas pernas
No passo oculto dos teus pés
Em teu instante de vida
Quando pensavas não mas suportar
*************************************
Fim
Na noite angustiante de setembro
O tempo passa pela janela
E deixava uma doença incurável
A cada dia
Eu morria um pouco mais
Em meu ser um silencio profundo
Sem beijo de mulher amada
Sem livro que acalme a alma
Sem nada
Sou caminho esquecido pelo vento
Sou as glorias na beleza de viver
E assim sou meretriz do tempo
**************************************
Calada
Como o céu estrelado
Brilhando no campo infinito
Teus olhos calados
Perdidos
No intimo breu dos telhados
Abres a janela
Na espera dos dias de agosto
Onde o tempo é feliz
E as noites não têm fim
*********************************
A rua deserta
Tem cheiro de infância
De amores guardados
Em meu coração
A vida revela
A luz do ocaso
No ser encravado
Sons de uma canção
Desperte menina
Que a vida ensina
O caminho a seguir
E siga na vida
Lírios margaridas
Que brotam em ti
Água que mata a cede
Do corpo e da alma
Da vida e da morte
Água que esconde segredos
Refresca os sonhos
No encontro da paz
Água que deságua em mar
Que nos faz andar
Buscando um sentido

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